Bem, vou encerrar a viagem antes que minha memória se apague porque vocês, com certeza, já nem se lembram do que eu falava há "priscas eras"!
Dizem que o portenho (natural de Buenos Aires) é cordial com os brasileiros. Talvez isso aconteça com os famosos, ou jornalistas especializados em guias de viagem. Conosco, turistas comuns, é um pouco diferente. Eles são secos e não hesitam em demonstrar uma certa insatisfação ou enfado com nossa presença Quer me parecer que não gostam muito da forma como os brasileiros parecem se divertir e achar graça em tudo. Ou, talvez, apenas não compreendam nosso idioma. Tentem pedir uma singela salada de alface. Pouquíssimas chances de serem atendidos! Mas, o importante é tudo o que os argentinos representam em termos de história.
Deixando de lado a arrogância absorvida já no leite materno, o argentino é senhor e possuidor de uma coragem e um patriotismo que vi poucas vezes, em não muitos povos. Porém, isso é encontrável em qualquer buscador da net, uma vez que, me parece, poucos manuseiam livros de história atualmente. Assim, algumas curiosidades e outras tantas graciosidades, vai cair melhor.
Buenos Aires é uma terra de contrastes: anda-se de táxi "prá cima e prá baixo" (brincadeira - é uma cidade plana!) e, para conhecer quase todos os pontos turísticos, gastamos em torno de $10 pesos porém... evitem sentir sede!!! Uma garrafinha de meio litro de água custa $3,50 pesos - acreditam?
Vamos descer do táxi aqui na Casa "horrorosamente" Rosada e ouvir as explicações. O palácio é pintado dessa cor, para não ser confundido com a Casa Branca!!! (e depois dizem que EU sou exagerada!). Ainda, o tom de rosa é obtido por meio da mistura de cal, cinzas e... sangue de boi! Verdade, lenda, brincadeira? Como saber? Mas o rosa forte e feio que aparece em fotos e cartões postais, é usado apenas na parte frontal da casa. As laterais e o fundo também são cor-de-rosa, mas em um tom quase bonito.